Os
contratos de concessão de rodovias federais preveem reajuste
anual do pedágio,com base no IPCA(índice oficial de inflação,calculado
pelo IBJE).
"Não somos contra a penalização do usuário que infrigiu a lei.Mas
esse dinheiro tem que ser usado pelo poder públuco para melhorar a segurança
viária. Repassar
para a empresa pode abrir a margem para questionamentos sobre
a indústria da multa",critica
Luiz Arthur Cane,do Movimento Brasileiro de Motociclistas - categoria que
também paga pedágio na malha federal concedida. Advogados
ouvidos pela Folha fazem avaliações diferentes sobre a proposta
do governo.
José Almeida Sobrinho avalia haver "um
desvirtuamento de finalidade" da arrecadação com multas - que ,afirma ele, tem que ser destinada a "projetos específicos" do trânsito. Para
Cyro Vidal,entretando,não há problema legal.
Ele interpreta
que a tarifa de pedágio é paga para prover uma via segura,sinalizada
e fiscalizada.E
que, por isso, a ultilização da verba das multas para subsidiála atende
à exigência
de investir em ações como sinalização e educação de trânsito.
O
repasse às concessionárias afirma a ANTT,pode ser realizado
não apenas como forma de "manter
a modicidade tarifária" como também com exigências "que melhoram a segurança"viária,como obras,campanhas e projetos que não eram previstos inicialmente nos
contratos."Não existe desvirtuamento de função pois sempre se procurará aumento da segurança",diz a ANTT.
Fonte:
Matéria
veiculada no Jornal Folha de São Paulo - por Alencar Isidoro |